Série Verdades

Verdades sobre o Chevrolet Onix

Verdades sobre o Chevrolet Onix

13 CONFIRMA... No que se refere ao preço do Onix, só subiu após as medidas conjunturais da presidanta

"Daqui a pouco vou conseguir vender mais caro do que quando comprei!"
Matheus Faire sobre seu Onix LTZ Automatic/6

"Parece um... Gol"
Qualquer pessoa sobre Chevrolet Onix

"Vai ver estão tão acostumados com o Gol na liderança que se inspiraram nele para fazer a traseira..."
Rodrigo Beraldo (VW detected) sobre Chevrolet Onix

"Aqui nos Estados Zunidos este mesmo carro custa 4 mil dólares!"
Mentiroso sobre Chevrolet Onix, lá até é vendido o Sonic, mas o mercado não engoliria o Onix

"Não como dólar! As comparações precisam ser feitas com o salário mínimo, que só aumentou no atual governo! #LacreiOCu"
Militonto que apareceu na página Humans of PT 

"Amiga, porque você não compra um Agile? É mais altinho, vem completo e é mais espaçoso... E é lindo!"
Amiga-da-onça sobre Chevrolet Onix

"Não sei, o seguro do Onix é caro demais..."
Mãe Lucinda sobre Chevrolet Onix LTZ

"Compra um Mille, porra! Ou vai de busão mermo!"
Alex Hater sobre frase acima

"Eu vejo tudo isso como uma inveja! Pois vou tirar uma selfie aqui com meu Onix... Eca, melei minha mão com o óleo vazando da maçaneta!"
Alexander de Almeida Dono de Onix ao ler este post (o choro é livre)

"Deixa eu montar o Onix com os equipamentos que eu quero... PQP DEU MAIS DE 56 MIL!!!"
Você sobre Chevrolet Onix

Aviso: Mimimi sobre o Onix é igual choradeira na chuva: as lágrimas não fazem diferença nenhuma.



Chevrolet Onix
é um popular superfaturado lançado no Brasil em 2012, o atual carro-chefe da GM, e que inclusive está sendo convocado para mais um recall no momento em que você lê esta postagem. Com atributos como espaço interno decente, boa lista de equipamentos e design original (mentira), chegou a estar entre os três carros mais vendidos no Brasil em 2014 e iniciou este ano com todo o gás, com mais de 74% das unidades financiadas (taxa incrivelmente maior que o Celta, o que o classifica como legítimo carro de pobre).

Ah, se todo carro fosse bonito como no sketch...
Após um longo período de especulações e testes (com pesada camuflagem), o Onix foi enfim lançado em outubro de 2012 e, embora não fosse tão horroroso quanto o Agile (a Chevrolet cortou verbas de drogas prezadíssimas da equipe de Carlos Barba), também dividia opiniões. O vidro traseiro, excessivamente recortado, prejudicava a visibilidade; as curvas de faróis e grade não harmonizavam entre si e as rodas aro 14'' pareciam pequenas demais para suas caixas de roda.

Está explicado porque o Onix não anda
Contrastando com sua moderna central multimídia MyLink, que deslumbrou os brasileiros, estavam sob o capô os velhos motores 1.0 e 1.4 que receberam a bênção dos Pôneis Malditos. O Onix também tem algumas falhas bizarras de ergonomia, como o puxador de porta baixo como o do Camaro, sendo que a posição do banco é alta como a da Spin... Além disso, o porta-luvas se abre para cima, o que pode atrapalhar o passageiro, e os botões dos vidros elétricos também ficam numa posição fora de mão.


Em julho de 2013 finalmente veio uma comodidade rara no segmento: o câmbio automático de seis marchas, uma transmissão vinda do Cruze que está anos-luz dos automancatizados da Fiat, da Volkswagen... e da própria Chevrolet, que utilizou o câmbio Easytranco na Meriva e no Agile. Mas não tem para onde escapar: o desempenho é menor (preocupante em se tratando de um motor 1.4 não tão torcudo) e o consumo, um tanto maior. De brinde ao levar este câmbio vem o controlador automático de velocidade e o volante com comandos do MyLink (pois é, o manual com MyLink não traz botões de atalho).

Small overlap da vida real: note a deformação da carroceria em direção ao motorista
O Onix é baseado na plataforma GSV, um abismo de mais de duas décadas em relação à GM4200 adotada por Chevette, Classic, Agile e Celta, porém é apenas alinhada à década de 2000. Tanto é que não se destacou no crash-test do Latin NCAP: recebeu três estrelas (mesma classificação de um Palio antigo com airbag) e o piso chegou a se abrir, no estilo carro chinês. Depois do impacto, a Chevrolet tomou vergonha na cara e colocou imediatamente uma luzinha que indica se os cintos dianteiros estão afivelados, na verdade um recurso que existia faz tempo.

Onix com novo limpador de tampa do porta-malas...
A Chevrolet, percebendo o potencial de vendas enorme do Onix, cometeu a burrada (ou seria esperteza?) de posicioná-lo mais caro, o que fez a concorrência acompanhar os valores cada vez mais altos, dando início a uma triste tendência: hoje qualquer hatch 1.0 de projeto moderno equipado com o pacote básico de sobrevivência (leia-se ar-condicionado, direção assistida, vidros e travas elétricas) beira os R$ 40.000. A despeito das vendas de automóveis novos em queda, já tem milzinho chegando na faixa dos cinquenta mil reais. Isso porque são carros "populares"...

O Onix foi um dos carros que mais encareceram nos últimos tempos, com reajustes mensais de preço. A versão de entrada, LS, foi lançada por R$ 29.990 e desde o ano passado, quando ganhou ar-condicionado de série, foi sendo reajustada gradativamente até chegar ao abusivo valor de tabela de R$ 39.050. Ciente de que seus preços são ridiculamente altos, a Chevrolet sumiu com o "Monte o Seu" no site e colocou um aviso "preço negociável nas concessionárias", para não espantar a clientela. Enquanto você lê esse texto é bem capaz da Chevrolet estar aumentando o preço do Onix mais uma vez.

Já a versão LTZ manual, a única que não ganhou nenhum equipamento ou novidade desde que foi lançada, custava R$ 41.990 em 2012 e atualmente, cerca de dois anos e meio depois, passou para R$ 51.350, inflação digna de Monza em 1987 [pombo entra na conversa]. Mesmo com o tal "preço negociável", experimente passar em uma concessionária e lhe oferecerem um preço totalmente fora da realidade, deixando você com cara de cu.


Para este ano, a Chevrolet prepara duas versões bizarras do Onix, uma delas ainda mais pobre que o LS (foto acima) e outra aventureira, ao estilo Spin Activ (tenso). A ANFAVEA diz que versão Cross dos carros é investimento nacional em tecnologia e inovação.

Normal...
Versões

E esse estacionamento em uma vaga para cadeirantes?
LS (Lixo Simples)
"Que piada velha... Começou o ano com uma piada velha" (Evaristo Costa)

Uma versão franciscana que não tem pintura nas maçanetas e nos retrovisores, e com os para-choques em cor única, o que empobrece bastante o visual, como no Gol G4. Os primeiros LS não traziam ar-condicionado nem fodendo, mas em 2014 passou a ser item de série. Assim, os ocupantes tinham que rodar a manivela para baixar os vidros. Seu acabamento é quase tão pobre quanto o do Toyota Etios. Tão vergonhoso que os Onix LS mais novos não trazem esta sigla na tampa do porta-malas. E na vizinha Argentina, financeiramente até mais fudida que o Brasil, esta versão não existe.

Isso tudo é medo de dar uma encostadinha no para-choque?
LT (Lixo Total): Era uma versão minimamente decente, até que a Chevrolet o deixou mais caro e mais pobre (e mesmo assim continuou vendendo pra porra). Quando foi lançado, o ar-condicionado era opcional e, para levá-lo, era preciso pagar também por chave-canivete, protetor de cárter, alarme e vidros e travas elétricos, mas com o tempo foi ganhando estes itens. Só que na linha 2015, colocaram um tecido áspero nos bancos, os para-choques passaram a ser os mesmos do LS (quem quiser por faróis de neblina terá de partir para uma solução gambiarrenta), a pintura dos retrovisores também foi cortada e o protetor de cárter não vem mais de série. Existem os Onix LT 1.0 e 1.4: o de cilindrada menor ficou pobre como o LS, enquanto o 1.4 manteve diferenciais como faróis de máscara azul, para-choques decentes, calotas aro 15'' e opção de câmbio automático de seis marchas e controlador de velocidade automático. 

Quem se lembra da "primeira foto de alta qualidade" do Chevrolet Onix? [The treta has been planted]
LTZ (Lixo Total Zicado): A versão mais tópi (se é que pode ser chamado de top-de-linha um carro que nem tinha revestimento nas portas, só um pedacinho de couro de cachorro no apoio para o braço): trazia faróis com máscara azul, rodas aro 15'' diamantadas, ar-condicionado, MyLink e direção hidráulica de série, além do motor 1.4 como única opção. Ainda assim, é vergonhoso saber que o passageiro do meio não tem apoio de cabeça ou cinto de três pontos, e que não há suporte para cadeirinhas infantis nem nesta versão.


Effect: Esta nomenclatura, que chegou a ser cotada para batizar o sedan do Celta em 2006, identificava as versões """esportivas""" de Agile e Sonic. Os dois faleceram em 2014 e, para ocupar a faixa de preço dos R$ 50 mil com um hatch, restou à Chevrolata pegar o Onix LTZ e meter saias, faróis escurecidos sem os detalhes azuis, spoilers, adesivos de caderno, teto, retrovisores e contornos da grade na cor preto brilhante e apenas duas opções de pintura da carroceria, Branco Summit e Vermelho Petralha Pepper. Mas esportividade que é bom, nada. Nem recalibraram câmbio ou suspensão, é só esportivo de aparência mesmo. Detalhe: para baixar o vidro atrás, você precisa girar a manivela. Uma decepção.


Joy: Não é uma versão como era no Corsa, mas sim um dos três kits de personalização (na verdade não passa de colagem de adesivinhos na carroceria e no painel - teoricamente dá até para colar a foto da sogra na tampa do porta-luvas - e mesmo que ela esteja no banco de trás, vai reclamar da velocidade, pois dá para ver o velocímetro digital até do lado de fora do carro). Os adesivos com círculos justapostos podem ser colados em qualquer versão. 

Que doido faria um test-drive nessa merda, quicando que nem cabrito?
24 Hours: Com este visual, o Onix pode encarar as 24 Horas de Le Mans tomando luz alta de todos os outros competidores. Estes adesivos percorrem o capô, o teto e a tampa do porta-malas, com frestas entre as peças que matam o estilo externo.


Race: Personalização furiosa que deixa o Onix preparado para qualquer corrida: os adesivos dão +25 cavalos de potência. Pelo menos é o que está escrito nos colantes, um dos maiores mistérios da vida é entender se aquilo é 2S ou 25, talvez nem a Chevrolata saiba...


Lollapalooza: Série limitada a 4000 unidades em referência ao festival hipster de música ocorrido em abril de 2014, com bandas de poser e tudo mais. Era baseado na versão LT 1.0 mas vinha tão equipado que podia ser confundido com um LTZ: tinha os mesmos faróis e rodas, inclusive. Por dentro, ar-condicionado, MyLink, direção hidráulica e tapetinhos de borracha na cor laranja. Quem comprou arrancou os adesivos, lógico.


RS: Um carro-conceito apresentado no Salão do Automóvel de Buenos Aires em 2013, que seria mais belo sem os adesivos de raios pela carroceria e se as quatro rodas fossem da mesma cor (uma delas era vermelha, e as outras, pretas). Trouxe um novo e belo estilo de volante que foi adotado pelo Agile e, agora, pela versão Effect.


Track Day: A despeito do visual brega, é o Onix mais respeitável: teve o motor transplantado diretamente do Cruze (com um veneno extra na injeção eletrônica para desenvolver 150 cavalos). É carro-conceito, porém totalmente funcional. Pena que se fosse produzido, gananciosa do jeito que a GM é, custaria o preço de um Citroën DS3. Aí eu te pergunto (Marcelo Rezende feelings): por que não fazer um esportivo um pouco menos extremo e mais acessível com o motor 1.6 ECOTEC do Sonic?

Motores


1.0 SPE/4 "Não seja leviana, Dilma! O motor 1.0 do Onix foi criado no governo do PSDB!" (Aécio Neves)

A Chevrolet alega que é um motor totalmente novo, mas é o mesmo propulsor do Corsa Wind de 20 anos com várias alterações. Tem 80 cavalos e corte de giro a 6400 rpm, o que faz o motorista pensar que está diante de um motorzão, o que é bem longe de ser verdade. A sigla indica "Smart Performance Economy 4 Cylinders" (kk......). Tem dono jurando que já colocou 188 km/h nisso. Com esse motor, o Onix fica comendo poeira da concorrência e seus modernos motores de 3 cilindros.


1.4 SPE/4 - Esse motor também surgiu no Corsa bolinha, na época equipava a versão GL EFi (rendia 60 cv) e ressurgiu como "Econo.Flex" há nove anos no Prisma, com algumas alterações, sendo retrabalhado mais uma vez para se tornar "SPE/4" e equipar o Onix. Rende 106 cavalos e 13,9 kgfm de torque, que proporcionam bom desempenho, mas o consumo não é lá essas coisas, e para variar a Chevrolet não aderiu ao Programa de Etiquetagem do Inmetro, que exporia a baixa eficiência energética da imensa maioria de seus propulsores. Assim como nas versões 1.0, o Onix 1.4 também fica devendo uma motorização melhor diante de seus pares, geralmente equipados com motores 1.6. Sabe-se lá porque o Ecotec 1.6 16v, que cairia como uma luva no Onix, ficou restrito ao finado Sonic. A falta de força do Onix 1.4 se torna ainda mais evidente nas versões automáticas.

1.8 ECOTEC - Leia sobre ele acima, no Onix Track Day.

Donos


O Onix vende pra caralho e tem todo tipo de gente que compra, de muquiranas que comprariam o carro sem itens de segurança se não viesse de série a pessoas que querem todo o conforto possível sem partir para um carro médio. Geralmente os donos se satisfazem com o design, suspensão e câmbio, mas consideram que acabamento, nível de ruído e porta-malas podiam ser melhores.


Infelizmente o Onix está exposto a toda personalização de mau gosto, como rodas de carros mais antigos ou redondas que quase nem cabem nas caixas de roda, cromatização de peças, envelopamento, grade de churrasqueira... neste quesito, é de fato o sucessor do Celta. Para realizar o sonho de ter um Onix zero-quilômetro na garagem e poupar o máximo possível, muitas pessoas adotam medidas como...

  • Primeiramente, quando compram o carro, deixam o plástico nos bancos para todo mundo saber que é novo;
  • Economizam água usando rolha de garrafa de pinga para tampar as torneiras (Alckmin aprovou esta medida);
  • Para fazer render o desodorante de bolinha, misturam com álcool;
  • Mastigam chiclete por três horas seguidas, até ele ficar branco e sem gosto;
  • Acordam cedo no domingo para assistir Auto Esporte lavar o carro antes que a água acabe;
  • Se tiverem filho, lavam a fralda descartável com Pinho Sol, para reutilizá-la;
  • Passam em lojinhas de 1,99, jurando que vão encontrar um presente legal para os amigos;
  • Se o filtro de ar estiver sujo, põem na máquina de lavar e deixam secando atrás da geladeira (se bem que o Onix sequer traz o filtro de ar de série);
  • Deixam de comprar carne para almoçar ovo e dizer que tem um carro do ano;
  • Nos Onix mais novos não é mais assim, mas há um tempo tinha gente que fechava os vidros morrendo de calor, para todo mundo pensar que o carro tinha ar-condicionado.

O MyLink, um de seus grandes encantos, demora para inicializar, oferece apenas três aplicativos compatíveis para quem tem smartphone (dois deles de músicas e um de GPS) e elimina o leitor de CD. Na verdade, a Chevrolet dispõe de versões do MyLink mais intuitivas e completas, que equipam Cruze e S10, mas não põe no Onix só por ruindade mesmo.

- Quero colocar GPS no meu Onix, como faço?
- O MyLink do Onix tem suporte apenas para o aplicativo BringGo,
- Como eu faço para usar?
- Ah, você precisa baixar primeiro o app no seu smartphone, na verdade comprá-lo por US$ 1,99.
- Puta merda, eu já paguei 50 pau nessa porra de carro e meu celular não roda nem WhatsApp!
(Tempos depois retorna à concessionária com um Sony Xperia Z1)
- Pronto, como eu coloco o GPS?
- Você terá um período de 30 dias de avaliação e nos ceder seu carro para a instalação, para atualizar os mapas ou usar as informações de tráfego você paga mais 72 dólares [R.I.P. Dólar a menos de 2 reais]. Mas tem um detalhe: este seu celular aí não é compatível nem com a entrada USB nem com o Bluetooth do MyLink.
(Passaram-se dois dias para trocar de celular e instalar o GPS)
- Opa, tá tudo arrumado agora, né?
(Ao engatar a marcha-a-ré, aparece um aviso no visor: "Serviço do sistema de visão traseira" por cima da imagem da câmera.)
(Um dia depois: "Vende-se Onix por motivos de: passei raiva demais")

Vai me dizer que nunca viu um Onix com óleo escorrendo das maçanetas?
795% ainda estão financiando e quando terminarem de pagar já estará nas lojas o modelo novo
644% nem sabiam que o estepe tem largura reduzida
532% confiaram nas fotos de divulgação e se decepcionaram com o acabamento de Celta
469% preferem baixar o vidro para segurar a porta e fechá-la
313% passam na porta de baladas e acham que estão arrasando, sendo que 294 889 pessoas tem o mesmo carro
97% são ultra-barbeiros
88% já acenderam a luz de injeção ao menos uma vez
67% instalaram central multimídia sem ser o MyLink por fora (para quem ainda quer ouvir CD, faz sentido)
58% compraram Onix 1.0 e colaram logotipo 1.4, achando que iriam enganar alguém
39% gambiarraram "modernidades" como suporte para tablet, mangueira de LEDs, antena tipo tubarão e """extrator""" de ar traseiro
28% são taxistas que preferiram perder 220 litros no porta-malas, optando por um Onix 1.4 ao invés do Prisma 1.0
2% compraram Onix com kits de adesivos e depois os tiraram (J Ê N I O S)
1% tinha um Jetta 2.5 e teve que trocar por um Onix pelo alto custo de manutenção do VW

Quando o assunto é carro no GTA, estes caras não perdem tempo
Verdades



Logo que foi lançado, o Onix passou por um recall nas versões com roda de ferro aro 14''. Depois, em junho de 2013, houve o recall para substituir o pedal do freio; aí veio o problema na estrutura dos bancos da frente em outubro daquele ano, que gerou novo chamado; em 2014, o Onix foi só um dos muitos GM envolvidos no megarecall do filtro de combustível (podia pegar fogo) e, ainda naquele ano, a porca de sustentação da bomba de combustível teve de ser trocada em algumas unidades (quando não o tanque inteiro). Xevrolêi - Fái nú rôudis.


O Onix acompanha uma tendência que começou discreta, mas que deve dominar todo o mercado em breve: a eliminação dos logotipos referentes ao motor (e câmbio, quando automático). Antes era fácil: você olhava para a tampa traseira, e se não tivesse nada era o 1.0; havia também "1.4" ou "AT 6 Speed" para ajudar. Hoje ainda dá para reconhecer um Onix 1.0 ou 1.4 por causa das diferenças entre as versões, mas vá tentar descobrir se um Ford Ka modelo 2015 da primeira safra é 1.0 ou 1.5... este, só abrindo o capô mesmo.


Não é zueira mas parece: alguns traços do Onix foram inspirados no... Opel Insignia! As calotas, as lanternas, o recorte da tampa e o desenho do para-choque foram inspirados no sedan topo de linha alemão. O problema é que, na prática, ele ficou com a traseira de Gol G5 (e as calotas ficaram parecendo mais com as do pobre G4 Ecomotion).

A Chevrolet se orgulha de que o Onix é atualmente um dos carros que mais mantém o valor de revenda, mas isso às custas de sucessivos reajustes de preços para cima... não vai demorar para chegar o dia em que o Onix mais pé-de-porco vai custar mais de R$ 40 mil.


A cor menos careta do Onix, a Laranja Flame, ficou no mercado somente do lançamento até meados de 2013, sendo substituída pela Azul Sky. Houve um bis desta tonalidade na série Lollapraloser. A coloração lembra o Volcano Orange do Vectra GT-X, usado apenas em dez carros da frota da GM e pintado pela oficina Batatinha. Falando em laranja, antes os Onix tinham as costuras dos bancos nessa cor.


Até hoje o Onix é um dos campeões de propagandas utilizando projeções, pois quem o anuncia nem sempre tem o discernimento de seu próprio carro, e não sabe diferenciar das imagens cada vez mais realistas geradas por computador. Ou então a pessoa se guia pela primeira foto que aparece no Google ao digitar "Onix 2015", por exemplo. Nem precisa dizer que um monte de concessionárias anunciam um Onix LS e colocam a foto de um LTZ automático.

Tem grilos de acabamento que fazem os mexânicos desmontar o carro e mesmo assim não sabem de onde vêm,

Já viu um Onix com todos os acessórios disponíveis? Nem nós
Se por um lado o Onix tá subindo mais de preço do que os gastos em reais para converter ao dólar (que por sua vez só não subiu mais do que a quantidade de Gols zero-quilômetro que ninguém quer comprar, parados nos estoques), por outro o preço do Sonic despencou e atualmente é possível encontrar unidades por menos de R$ 35 mil, preço de um Celta 0 km hoje em dia. Tá parecendo o Astra belga...

O Onix deve ser o único carro no mundo que diz que tem chave keyless, mas é preciso inseri-la para dar a partida.


Os donos se orgulham de ter um quadro de instrumentos todo "eletrônico" nas palavras deles, mas fica devendo até um marcador de temperatura do motor, que até o lixo do Celta traz.

O Onix 1.4 anda o mesmo que um HB20 1.6... carregado com lastro de 300 quilos.

Na verdade o Onix 1.4 até acompanha alguns 1.6 de concepção mais antiga, como o Polo ou o Golf, ou modelos médios e pesados como o Kia Soul automático. Mas se por lado a lado com um simples March, a derrota vai ser humilhante...


A Chevrolet Brasil é muito burra. Poderia fazer um concorrente real para o Volkswagen up!, fabricando o Spark norte-americano no Brasil (OK, OK, lá ele tem 10 airbags de série, aqui teriam que dar uma empobrecida... além disso, se o carrinho é vendido lá, não pode ser tão ruim), e libertar o Onix desse atual aspecto tão empobrecido. E, se fosse para importar de volta o Sonic, que fosse o RS (não a baianada do Effect ou o LTZ sem graça nenhuma).

Ao adquirir um Onix zero-quilômetro, o proprietário recebe uma cartela de Recall, onde cada chamado de volta às oficinas dá direito a um carimbo na cartela. Ao marcar dez pontos, o infeliz ganha uma camiseta descolada com a frase estampada: "Xevrolêi - Fái nú rôudis. Chupa Gol!"

O Onix de escadas no teto está só na espreita, observando a zoeira
Seguindo os princípios do próprio carro, os produtos relacionados ao Onix vendidos na Chevrolet Fan Store são caríssimos. Uma simples camiseta sai por R$ 60, sem contar o frete. E isso porque está "em promoção"........ Aliás, quem vai querem sair na rua fazendo propaganda gratuita a um carro desses?

Existe um blog chamado "MyLink da Depressão"! O autor chegou a ser bloqueado pela Chevrolet para fazer comentários na página do Facebook. Nada menos que 81% dos visitantes de lá acham o BringGo um sistema de navegação extremamente ruim. http://mylinkdadepresao.blogspot.com.br/


Acima de 80 km/h, a direção fica tão boba que você mexe da esquerda para a direita e o Onix segue reto. Alô Chevrolet, cadê a direção de assistência progressiva?

O marketing da Chevrolet é tão burro que coloca um homem pelado e uma música do tempo que máquina de datilografar era novidade para promover a central multimídia... Quem vai querer comprar o carro após saber que, esquecendo o celular em casa, o MyLink não serve para praticamente porra nenhuma?


Considerada careta, a cor marrom Cinza Mond também já sumiu do cardápio do Onix na linha 2015.

Seguindo a lógica dos comerciais da Chevrolet, se você estiver ao volante de um Onix e, quando o semáforo estiver fechado você tiver uma convulsão e alguém gravar e postar no YouTube, você terá mais de 1 milhão de acessos e será nacionalmente imitado. Ou se você ganhar um ingresso para ir ao Lollapralouça e ouvir bandas que ninguém ouviu falar, seus amigos vão ficar com inveja.